segunda-feira, 19 de maio de 2008

Em territórios inimigos !




Amados que bom poder voltar depois de quase um mês sem escrever.
A princípio, eu tinha muito a escrever, mas não encontrava tempo, depois estava esperando que algo da parte de Deus acontecesse, para que realmente valesse a pena você ler.
Por isso, eu digo a vocês, esta é imperdível !!! Um testemunho meu que impressionou até a mim mesmo.

Na última quinta-feira, recebi da parte da diretora da escola onde eu estudo um convite para estar participando de alguma forma do "Sábado letivo Cultural" que ocorreria naquele Sábado na escola. Mesmo sem entender o porque (pois pelo que eu me lembre ela nunca me ouviu cantar), eu pedi direção ao Senhor, e depois de algum tempo disse que aceitaria cantar.

A primeira música que me veio ao coração, foi "Preciso de Ti", era uma verdade que há algum tempo, em outras comemorações da escola eu desejava declarar. A minha escola é uma das mais desejadas pelos jovens daqui da cidade, mesmo sendo estadual, a sua diretoria, seus professores, e principalmente a sua infra-estrutura magnífica, fazem pais tirarem os seus filhos de escolas particulares para estarem ali. Ela é uma escola conhecida pelas suas festas constantes, e seus alunos muito populares na nossa sociedade. Todas as festas são bastante frequentadas.
Mas em duas delas das quais eu participei (Uma feira cultural em 2006, e os jogos estudantis no ano passado), meu coração se entristeceu muito. Toda aquela juventude que assim como eu poderia estar derramando sua vida diante do Senhor, gastava os seus dias em danças sensuais. O pecado que mais me machucava ao ver era colegas meus se prostituindo através de gestos, palavras, e muitas vezes até atos.

Eu achei que "Preciso de Ti" se adequaria perfeitamente à situação vivida na minha escola. E continuei com este pensamento até o Sábado, quando fui à casa de uma amiga falar com ela. Chegando lá, a música "Não é Tarde" estava sendo tocada, então o Senhor falou fortemente ao meu coração para que eu estivesse profetizando naquela noite que Nunca é tarde para se sonhar.

Mesmo sem entender o porque daquela música ser a escolhida por Deus para eu cantar aquela noite, apenas obedeci à vontade livre do Senhor. Fui para casa, e ensaiei. A hora de ir para a escola estava se aproximando, eu me arrumei e fui. O "Sábado Letivo Cultural" havia começado sem atrasos. Alguns amigos da nossa Igreja me acompanharam, e outros, mais velhos, permaneceram em casa intercedendo por mim.

Só tomei conciência de que estava em terreno inimigo quando adentrei o auditório da escola, e uma banda de artistas da terra estava tocando. As pessoas estavam esperando impaciente pelo ápice da noite: Uma apresentação de dança que alguns hoossexuais fariam com umas garotas. O clima espiritual estava muito pesado, uma atmosfera densa. Mas havia uma força que me impulsionava a estar ali: Ser boca do Senhor naquele lugar. O desejo do Espírito Santo de me usar como vaso, apenas isso: vaso de barro.

Fui chamado para cantar. Subi ao palco, e algumas das meninas que estudaram comigo no ano passado, começaram a gritar o meu apelido de sala ("Biscoito Recheado"), sorri para elas, e quando o play back foi solto, ficou um pouco complicado para ouvi-lo pois as caixas de som estavam mal posicionadas, e eu não tinha retorno. Com muito esforço, e pela fé, acabei conseguindo ouvir (e por incrível que pareça entrei na hora certa). Depois de cantar a primeira parte as pessoas começaram a aplaudir, e a gritar. Aquilo me frustrou, pois vi que os aplausos eram para mim, e não para o Senhor. E nas partes que vinheram depois os aplausos cada vez mais cresciam, aquilo já estava quase me desconcentrando. Mas lenantei uma das mãos, e em meu coração disse ao Senhor: "Pai, estes aplausos não são pra mim, sõ todos teus. A voz que tenho não é minha, foi o Senhor quem me deu, por isso, agora toda a glória que recebi, eu a devolvo ao Senhor, pois só tu és digno.", depois disto, tornou-se mais fácil para mim lidar com aquela situação. Percebi que além da agitação das pessoas, havia nelas um desejo de experimentar desse Deus que faz milagres. Elas queriam algo a mais, e que eu não poderia dar. Pedi ao Espírito Santo que estivesse ministrando ao coração daquelas pessoas.

Terminei de cantar, e as pessoas estavam impressionadas com algo que eles nunca tinham visto: A unção de Deus, que havia enchido aquele lugar. Saí daquele palco com a sensação de dever cumprido. Aleluia! Deus me deu ousadia para invadir o terreno do inimigo que por duas vezes havia me intimidado (na feira cultural e nos jogos estudantis), fazendo com que eu me sentisse impotente por não poder fazer nada para destruí-lo, afinal, ele estava em seu território. Pude depois ser cumprimentado por algumas pessoas, que reconheciam o chamado de Deus na minha vida (algumas delas nem entende o que é isso). Cheguei em casa, agradeci a Deus por Ele ter me usado naquela noite, e mais uma vez, em lágrimas disse a Ele que toda a glória, toda a honra, e todo o louvor que eu possa ter recebido naquela noite, eu estava devolvendo a Ele, pois tudo o que tenho e o que sou é a Ele que eu devo.

Uma paz tão grande invadiu o meu coração, e estou cheio desta paz até agora (dois dias depois). Glória a Deus, e a Ele somente.

Tássyo Almeida

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